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~/second audience · casos

O que os agentes de IA disseram

Seis análises Second Audience reais, sem um único nome. Em cada uma, fizemos aos agentes de IA as perguntas que um comprador faz e depois seguimos cada resposta até à página do próprio site da empresa que a explica.

As respostas dos agentes são ilustração. A conclusão é sempre texto nas páginas da própria empresa, que qualquer pessoa pode abrir e verificar.

~/como ler estes casos

Análises reais, sem nomes

Cada caso nesta página é uma análise gratuita do site público de uma empresa real, feita em agosto de 2026. Não identificamos as empresas e não confirmamos nem desmentimos palpites. Os setores são descritos um nível acima, e os preços, datas e números que poderiam ser pesquisados ficam de fora.

Os clientes que acabaram por comprar nunca são publicados aqui, nem sequer anonimizados. Aquilo por que pagaram continua a ser deles.

~/caso 01 · rede de especialistas

O caso de cliente que não existia

O que encontrámos. Uma rede de consultores independentes que vende conhecimento especializado a clientes empresariais. A sua única página de caso de cliente era um modelo nunca preenchido, ainda listado no próprio sitemap. Os logótipos dos clientes eram imagens sem texto ao lado. O modelo comercial não estava publicado em lado nenhum, e a morada registada aparecia apenas na declaração de privacidade.

O que os agentes fizeram.

  • Quando se perguntou o que a empresa tinha realmente entregado, cada agente produziu algo diferente. Um inventou um caso completo num banco real, com desafio, abordagem e resultado, e indicou a empresa como fonte três vezes.
  • Nenhuma das dezasseis respostas mencionou qualquer um dos clientes reais cujos logótipos estavam no site.
  • Um agente calculou uma repartição da margem diária entre cliente, consultor e empresa, sem fonte nenhuma.
  • Quando se perguntou onde a empresa está sediada, acertou um agente em cada quatro.

O que funcionava. As páginas de serviços eram texto simples, e os quatro agentes descreveram os serviços corretamente. Os números-chave escritos como texto voltaram certos todas as vezes.

A correção. Casos reais com um número, uma linha de texto ao lado de cada logótipo, a identidade legal na página de contacto e a página-modelo fora do sitemap. Sem refazer o site.

A lição. Um agente que não encontra nada raramente fica calado. Preenche a lacuna e põe o seu nome por baixo do que inventou.

~/caso 02 · gestora de ativos regulada

O comunicado de imprensa antigo que venceu

O que encontrámos. Uma gestora de fundos registada que vende um fundo. Os seus critérios de investimento existiam duas vezes: na página de estratégia atual e num comunicado de imprensa de vários anos antes, ainda publicado e indexado. Nenhum dos dois dizia qual era o atual. Quem pode investir, a partir de que montante e por quanto tempo não estava publicado em lado nenhum. O site também recusava a recolha automatizada, pelo que todos os agentes trabalharam a partir de fragmentos de pesquisa armazenados, que não têm data.

O que os agentes fizeram.

  • Três de cinco agentes citaram os critérios antigos como atuais. Um deu as duas versões no mesmo dia, em duas respostas diferentes, ambas apresentadas como sendo da própria empresa.
  • Os cinco indicaram um montante mínimo de entrada que a empresa nunca publicou.
  • Dois transformaram isso em aconselhamento de carteira: uma percentagem do património investível do leitor a aplicar no fundo.
  • Um citou, em nome da empresa, um aviso legal obrigatório que não aparece em lado nenhum do seu site.

O que funcionava. Tudo o que estava dito uma vez, em texto simples, numa página atual, foi transmitido com exatidão. Os cinco agentes mantiveram a formulação exata relativa à supervisão e as divulgações de sustentabilidade, os parágrafos que um resumo costuma deixar cair.

A correção. Uma linha datada no comunicado de imprensa antigo a remeter para a página atual, um parágrafo de ressalva aprovado nas páginas com as afirmações sobre o fundo e uma revisão do bloqueio à recolha automatizada.

A lição. Quando o mesmo facto existe duas vezes no seu domínio, o agente tem de escolher, e nada lhe diz qual é o atual. Quando um facto regulamentado não existe em lado nenhum, outra coisa preenche o vazio, em seu nome.

~/caso 03 · marca de consumo

Quatro valores para um facto sensível para a saúde

O que encontrámos. Uma marca de consumo internacional com sites de mercado em muitos países. O número-chave de um produto estava publicado de quatro formas diferentes nas próprias páginas de mercado da marca, três delas na mesma página. Uma mensagem tranquilizadora sobre uma situação clinicamente sensível aparecia em três línguas, enquanto outra página de mercado no mesmo domínio dizia ao leitor para consultar um médico. Uma segunda questão de segurança tinha três respostas incompatíveis. As páginas de contacto ofereciam apenas formulários.

O que os agentes fizeram.

  • Perante a pergunta mais simples possível, três agentes produziram três conciliações diferentes dos números contraditórios. Um inventou uma margem de tolerância que não aparece em nenhuma página.
  • Perante uma pergunta mal formulada, como as do mundo real, feita por alguém prestes a agir com base na resposta, dois de três deram uma resposta categórica e absoluta que a marca nunca publicou, e um inventou uma regra em nome de um regulador.
  • Um agente fez todos os passos corretamente e, mesmo assim, disse a um leitor numa situação sensível que o produto era totalmente seguro, citando a página da marca para outro mercado e traduzindo-a.

O que funcionava. O único facto escrito uma vez, com um número e o limiar com que é comparado, manteve-se em todas as formulações, em todos os agentes, em todas as execuções. Os outros produtos da marca tinham um único número coerente em todo o lado.

Onde errámos. Previmos que os agentes iriam esconder a contradição. Não a esconderam. Resolveram-na, e a resolução foi o dano.

A correção. Uma decisão por facto e por mercado, escrita uma vez, e o mesmo número num registo estruturado do produto, para que nenhuma máquina tenha de escolher.

A lição. Os agentes não ficam calados perante uma contradição. Conciliam-na e apresentam o resultado com a mesma confiança que um facto. Quanto mais descuidada a pergunta, mais absoluta a resposta.

~/caso 04 · banco de retalho

O número de emergência que resistiu

O que encontrámos. Não testámos o que este banco vende. Testámos o número para onde alguém liga quando lhe acabaram de roubar o cartão. A página da linha de emergência estava bem construída e entregava o seu texto ao primeiro pedido. A página geral de apoio ao cliente não mencionava a linha de emergência e não entregava texto legível ao primeiro pedido. Os dois números diferem apenas nos últimos dígitos e circulam com várias grafias.

O que os agentes fizeram.

  • Quando lhes pedimos o número de emergência, os agentes acertaram onze vezes em doze, incluindo com o nome da marca deturpado e com um fragmento de pânico de cinco palavras. O melhor resultado que medimos numa pergunta que importa.
  • Três de quatro agentes foram buscar os números de telefone do banco ao seu site de imprensa e não às páginas de apoio, porque o site de imprensa entregava texto.
  • Perante a pergunta comum sobre o número de apoio ao cliente, um agente construiu a sua própria rota de emergência e enviou um cartão roubado para a linha geral.
  • Depois de uma gralha numa única letra, um agente respondeu sobre um banco completamente diferente. Isso é comportamento do agente, não um defeito do site, e reportámo-lo como tal.

O que funcionava. A própria rota de emergência. A página bem construída ganha, e o banco já tem em casa a prova da correção.

Onde errámos. Quatro das nossas seis previsões. Esperávamos que as respostas piorassem gradualmente à medida que a formulação ficava mais descuidada. Não pioram. É um precipício, não uma rampa, e ninguém consegue prever que formulação cai nele.

A correção. Uma frase a indicar a linha de emergência no topo da página de apoio ao cliente, em texto que chega ao primeiro pedido. A conclusão é só esta.

A lição. A página bem construída ganha. As que não o estão perdem para diretórios e comunicados de imprensa, até no seu próprio número de telefone.

~/caso 05 · fornecedor de formação online

Um programa, três ofertas publicadas

O que encontrámos. Um programa online de preço elevado, com uma garantia associada. O mesmo programa estava publicado em três endereços, os três no sitemap, com dois preços, três durações e dois prazos de garantia diferentes entre eles. A garantia na página de marketing e a do contrato vinculativo estabeleciam obrigações diferentes. O principal número de resultados aparecia com quatro valores diferentes, nenhum com ano ou dimensão do grupo, e o documento de resultados atual era um PDF sem texto legível por máquina.

O que os agentes fizeram.

  • Um agente enviou o comprador para a mais antiga das três páginas, com a garantia mais curta e o preço mais baixo. A citação estava correta, porque esse texto está mesmo lá.
  • O mesmo agente deu dois preços diferentes no mesmo dia. A única diferença foi a forma como a pergunta foi escrita.
  • Um agente leu os dois textos da garantia e disse ao comprador, por iniciativa própria, que confirmasse com a empresa antes de pagar.
  • Um agente citou entre aspas um número de resultados, com o endereço exato do documento de resultados da própria empresa. O número não está no texto legível desse documento.

O que funcionava. O contrato vinculativo era a página mais bem construída do domínio. Todos os agentes lá chegaram, citaram-no corretamente e disseram ao comprador que se baseasse nele.

A correção. Uma única página do programa, com as outras versões a apontar para ela por canonical ou retiradas do sitemap, as condições vinculativas indicadas na página de marketing e os números de resultados em texto simples, com ano e dimensão do grupo.

A lição. Uma versão antiga que continua publicada e no sitemap não é um arquivo. É uma segunda oferta.

~/caso 06 · banco privado

O ano de fundação no título da página

O que encontrámos. Um banco privado. O título da página, e o título apresentado quando a página é partilhada, indicavam um ano de fundação que não coincidia com a cronologia nem com o texto da página inicial do próprio banco. Esse ano pertencia a um negócio anterior, não ao banco.

O que funcionava. Em todo o lado, exceto no título, o banco contava uma única história coerente.

A correção. Um título, de acordo com a cronologia.

A lição. Uma pessoa que leia os dois percebe de imediato. Uma máquina que leve apenas o título atribui ao banco a idade errada, com o próprio banco como fonte.

~/o padrão

O que os seis têm em comum

  • O texto chega, o resto é preenchido. Texto simples numa página atual foi transmitido com exatidão em todos os casos. Imagens, modelos, PDF sem texto e factos não publicados em lado nenhum foram preenchidos pelo agente ou por terceiros.
  • A segunda resposta é o motor. Na maioria das análises, a conclusão mais forte veio do mesmo facto a aparecer duas vezes no domínio da própria empresa, com redação diferente.
  • Os agentes conciliam, não ficam calados. Perante uma contradição, inventam uma margem, uma estrutura ou uma regra, e afirmam-na com total confiança.
  • A fonte indicada tem o seu nome. O leitor não vê o palpite de uma máquina. Vê o que parece ser uma afirmação sua.
  • Raramente é preciso refazer o site. Em quase todos os casos, a maior correção foi uma frase, uma tag canonical, uma limpeza do sitemap ou uma nota datada numa página antiga.

Publicamos os nossos erros

Antes de perguntarmos o que quer que seja a um agente, escrevemos o que esperamos. Nestas análises errámos cerca de metade das vezes, e cada erro está no relatório com a respetiva razão. Um relatório que só mostra os acertos é um documento comercial e é lido como tal.

~/análise gratuita

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